PENSANDO ALTO
O Dia Internacional do Meio Ambiente não é apenas uma data de fachada; é um marco para reflexão e ações. Tem o peso da responsabilidade dos governos e dos indivíduos do planeta para com as próximas gerações. Devemos tomar pé na situação do ambiente no planeta, nos informando e também procurando respostas e soluções.
A população humana está num nível elevadíssimo de número de habitantes e a globalização produziu um modelo de sociedade de consumo. A nova ordem mundial é consumir e isso tem um custo ambiental direto. A população mundial tem uma elevada demanda por produtos agropecuários e industrializados. O modelo econômico que se desenha e se impõe, é extremamente voraz em termos de recursos naturais e gera resíduos poluentes, que afetam o ar, a água e o solo.
Estamos imersos na era das grandes corporações. Cidadãos não podem ser apenas instrumentos desses seres gigantescos, como fonte de mão-de-obra e como integrantes de mercado para seus produtos.
Já foi muito utilizada a imagem do planeta Terra como sendo uma espaço-nave e a alegoria é boa. A Terra não é infinita; não dá para pedir para parar o mundo e tomar outro veículo para seguir viagem.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
A Flor Verde: um ensaio em ecologia
O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos. (Albert Schweitzer)
Assista abaixo ao Vídeo "A História das Coisas" e entenda o complexado paradigma dos seres-humanos...
Está na hora de tomar as providências necessárias para salvar o Eco Sistema...
Antes que seja tarde demais...
Será que todos os dias devem os homens serem lembrados de que estão destruindo a própria casa ???
Não.Com certeza, pois já sofremos aos inúmeros efeitos que causamos ao Eco Sistema.
E todos os dias continuamos a massacrar de variadas formas o Meio Ambiente,o nosso bem,tão precioso quanto a própria vida... por isso que ,neste post,está um ensaio muito oportuno à inconsciência dos homens,que insensíveis e ignorantes "trocam a terra por cédulas"...
E todos os dias continuamos a massacrar de variadas formas o Meio Ambiente,o nosso bem,tão precioso quanto a própria vida... por isso que ,neste post,está um ensaio muito oportuno à inconsciência dos homens,que insensíveis e ignorantes "trocam a terra por cédulas"...
"A Flor Verde: Um Ensaio em Ecologia"
É necessário incorporar bandeiras ecológicas ao imaginário marxista, buscando compatibilizar o desenvolvimento com a defesa do meio ambiente, da vida e dos recursos naturais finitos-Moisés Diniz
Os primeiros críticos desse modelo de civili¬zação capitalista foram os românticos: de Rous¬seau até nossos dias, o romantismo protestou contra a quantificação, a mecanização e o de¬sencantamento do mundo, em nome de valores culturais, sociais, éticos pré-capitalistas. Leo¬nardo Vieira e Cláudio Francisco Medeiros nos levam a uma viagem entre o romantismo e o marxismo, demonstrando que a perspectiva so¬cialista morre em si mesma se não unir o desen¬volvimento das forças produtivas à preservação dos recursos naturais.
Em Tempos difíceis – um dos romances prefe¬ridos de Karl Marx – Charles Dickens descreve a cidade industrial imaginária como uma “vilã cidadela” onde o “tijolo opunha uma resistên cia tão grande à entrada da natureza quanto à saída do ar e dos gases mortíferos”.
O socialismo e a ecologia são, cada um à sua maneira, herdeiros da crítica humanista. Seus objetivos comuns implicam a superação da ra¬cionalidade instrumental, do reino da quanti¬ficação, da produção como objetivo em si, da ditadura do dinheiro, da redução do universo social ao cálculo das margens de rentabilidade e à necessidade da acumulação do capital. Tanto o socialismo quanto a ecologia reivindicam valores qualitativos: o valor de uso, a satisfação das necessidades, a igualdade social para o pri¬meiro, a salvaguarda da natureza e o equilíbrio ecológico para a segunda.
Dito isso, divergências de fundo têm manti¬do, até aqui, uma separação entre “vermelhos” e “verdes”, entre marxistas e ecologistas. Estes acusam Marx e Engels de produtivismo. Será que tal acusação é justificada?
Não,na medida em que – mais do que nin¬guém – foi Marx quem denunciou a lógica capitalista de produção, a acumulação do capital, das riquezas e das mercadorias como objetivo em si. A própria idéia de socialismo é de uma produção de valores de uso, de bens necessá¬rios à satisfação de necessidades humanas. Para Marx, o objetivo supremo do progresso técnico não é o crescimento infinito de bens [o ter], mas a redução da jornada de trabalho e o aumento do tempo livre [o ser].
Marx e Engels deixaram textos que mostram uma visão mais crítica das “forças produtivas”. Por exemplo, em A ideologia alemã há a seguinte informação:
‘’‘No desenvolvimento das forças produtivas chega-se a um estágio em que surgem forças produtivas, e meios de circulação, que só podem ser nefastos no âmbito das relações existentes e já não são forças produtivas, mas forças destrui¬doras [o maquinismo e o dinheiro]”.
Encontra-se, em O Capital, o célebre trecho sobre a agricultura capitalista:
“Assim, ela destrói não só a saúde física do operário urbano, mas também a vida espiritual do trabalhador rural. Cada passo dado em dire¬ção da agricultura capitalista, cada semente de fertilidade em curto prazo, constitui, ao mesmo tempo, um agravamento na ruína das fontes duradouras de tal fertilidade. Quanto mais um país – por exemplo, os Estados Unidos – desenvolve-se na base da grande indústria, tanto mais rapidamente realiza-se esse processo de destruição”.
Portanto, a produção capitalista só desenvol¬ve a técnica e a combinação do processo de pro¬dução social ao mesmo tempo em que esgota as duas fontes de onde brota a riqueza: a terra e a força de trabalho.
Em O Capital, Marx não se limitou à análise das conseqüências da acumulação capitalista para o trabalhador, mas também para o próprio meio natural:
“Com o predomínio sempre crescente da po¬pulação urbana, acumulada em grandes centros, a produção capitalista concentra, por um lado, a força-motriz histórica da sociedade, mas, por outro, dificulta o intercâmbio entre o ser humano e a natureza, isto é, o regresso à terra dos elementos do solo gastos pelo homem na forma de meios de alimentação e vestuário, ou seja, perturba a eterna condição natural de uma fecundidade duradoura da terra”.
Até mesmo em Engels, que celebrou amiú¬de o “controle” e o “domínio” humanos sobre a natureza é possível encontrar escritos que cha¬mam a atenção, da forma mais explícita, para os perigos de tal atitude. Vejamos, por exemplo, o seguinte trecho do artigo “O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem”:
“Não devemos vangloriarmo-nos demais com nossas vitórias humanas sobre a natureza. Para cada uma dessas vitórias, a natureza vin¬ga-se à nossa custa. É verdade que cada vitória dá-nos, em primeira instância, os resultados es¬perados, mas em segunda e terceira instâncias, apresenta efeitos diferentes, inesperados, que, freqüentemente, anulam os resultados já obti¬dos. As pessoas que, na Mesopotâmia, Grécia, Ásia Menor e alhures, destruíram as florestas para obter terra arável, nunca imaginaram que, ao eliminarem juntamente com as florestas os centros de coleta e os reservatórios de umidade, estavam lançando as bases para o estado deso¬lador de tais países”.
E, mais adiante:
“Os fatos lembram-nos, em cada instante, que não reinamos, de modo algum, sobre a natureza como um conquistador reina sobre um povo estrangeiro à semelhança de alguém que estivesse fora da natureza, mas que fazemos parte dela como nossa carne, nosso sangue, nosso cérebro, que estamos em seu seio e que todo domínio sobre ela reside na vantagem que temos, em relação ao conjunto das outras criaturas, de conhecer suas leis e poder servir-nos dela de forma criteriosa”.Não seria difícil encontrar outros exemplos.
Socialismo num planeta destruído?
A necessidade de frear a destruição do planeta, mesmo nas condições do capitalismo, decorre da constatação de que o socialismo não se realizará no espaço vazio. Não haverá socialismo numa terra destruída, sem recursos naturais, para distribuí-los entre os homens. A água, o ar, as florestas e os recursos minerais precisam ser preservados e/ou repostos, em parte, para que se possa empreender sua distribuição. Os capi¬talistas – com seu estômago de lagarta – estão consumindo a riqueza que pertence ao homem, na sua forma universal.
O teórico marxista Michel Löwy nos brin¬da com um texto que exige uma reflexão sobre a aliança entre os comunistas e os ecologistas – entre “vermelhos” e “verdes”. O objetivo des¬sa aliança é expressar a necessidade de conter, nas condições do capitalismo, a destruição das riquezas naturais – ecologia – que pertencerão, no futuro, a todos os homens – socialismo.
A grande contribuição da ecologia foi – e continua sendo – levar-nos a tomar consciência dos perigos que ameaçam o planeta em conse¬qüência do atual modo de produção e consumo: o crescimento exponencial da poluição do ar, do solo, da água, a eliminação de espécies vivas, a desertificação das terras férteis, a acumulação de dejetos nucleares incontroláveis, a destrui¬ção em um ritmo acelerado das florestas, o efei¬to estufa e o perigo de ruptura da camada de ozônio (que tornaria impossível a vida orgâni¬ca no planeta) configuram um cenário de catástrofe que coloca em questão a própria sobrevivência da humanidade. Estamos en¬frentando uma crise de civilização, que exige mu¬danças radicais.
Um mundo socialmente justo e economicamente sustentável é apenas uma utopia ou ele já se manifesta no horizonte estreito do capitalismo? O que é esse novo mundo e de quais partituras
nasce a sua irreverente sinfonia? A história o alimenta, o contradiz ou é sua grande parteira?
Nesse novo mundo haverá harmonia entre o homem e a terra com os seus bens naturais e as forças produtivas da civilização. É possível, no século XXI, a instauração de uma socieda¬de desse tipo ou isso não passa de um sonho romântico das primitivas sociedades tribais? É pretensão romântica querer realizar neste tem¬po de lobos, de forma superior, o modo de vida de que desfrutava o homo sapiens arcaico?
Como dialogar, na Amazônia, sobre a utopia socialista e sustentável? É possível unificar o discurso sustentável ao socialista?
Eles não são fraternos
Nunca na história da humanidade um modo de produção e de apropriação dos recursos natu¬rais foi tão excludente e tão poluidor. O mundo atual é uma fábrica gigantesca e incontrolável de exclusão social e de degradação ambiental. O novo mundo, sustentável e socialista, terá de se confrontar com o mundo capitalista, sua brutal exclusão econômica e sua irreparável destruição do planeta, como fonte de vida para todas as espécies.
Alguns dados – aqui relatados a várias mãos – sobre a destruição das condições de vida do planeta Terra nos alertam para uma catástrofe de proporções inimagináveis.
O mundo cresce à razão de 90 milhões de pessoas a cada ano. Nessa projeção, a população do planeta poderá vir a se estabilizar em 11 bilhões de pessoas, por volta de 2100. Os padrões de produção e consumo no mundo, hoje, estão 20% acima da capacidade de reposição da biosfera – considerando a existência de mais de 1 bilhão de pessoas passando fome.
Entre 1500 e 1850 foi eliminada uma espé¬cie em cada 10 anos. Entre 1850 e 1950,uma em cada ano. Em 1990 desapareceram 10 por dia. Atualmente, cerca de uma espécie desapa¬rece por hora. Entre 1975 e 2000 desapareceram aproximadamente 20% de todas as espécies de vida.
A partir de 1950 perdeu-se a quinta parte da superfície cultivável e das florestas tropicais. De 1970 a 1988 houve desmatamento de 20 mi¬lhões de hectares. Atualmente, em torno de 10 milhões de hectares são desmatados ou degra¬dados por ano, o que representa uma área do tamanho de um campo de futebol a cada dois segundos.
A floresta amazônica está desaparecendo três vezes mais rapidamente do que na década de 1990. Vinte por cento dela já foram destruí¬dos. Oitenta por cento das florestas originais já foram destruídos e somente 20% das florestas nativas permanecem intactos. Uma árvore é plantada para cada dez derrubadas. Nesse rit¬mo, a floresta tropical restante estará destruí¬da até 2035. O planeta já perdeu metade de sua extensão florestal original, principalmente nos últimos 100 anos.
Para muitos cientistas esta é a maior onda de extinções desde o desaparecimento dos di¬nossauros há 65 milhões de anos. Quase 24% dos mamíferos, 12% dos pássaros e quase 14% das plantas enfrentam essa ameaça, em grande parte devido à destruição do seu habitat. A cada ano perdem-se 25 milhões de tonela¬das de húmus por causa da erosão, salinização e desertificação e, devido à degradação do solo, o planeta perde por ano mais de sete milhões de hectares de terras cultiváveis.
Na última metade do século passado o mun¬do perdeu 62% de suas reservas de água potável. A quantidade de água potável acessível – seja em lagos, rios ou represas – representa menos de 0,25% do total de água doce. Em 1995, 27% da população da América Latina e do Caribe não tinham acesso a essa fonte vital. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não tenham acesso à água potável e mais de 5 milhões (um número dez vezes maior que o de mortos em guerras em todo o mundo), crian¬ças na maioria, morram, a cada ano, de doenças causadas por água contaminada que provoca mais de 1 bilhão de enfermidades.
A cada ano 500 milhões de toneladas de lixo perigoso são produzidas no mundo. Apenas os Estados Unidos da América são responsáveis por 50% desse lixo! A biodiversidade dos ecos¬sistemas de água doce diminuiu 45% de 1970 até 1996. Já o ecossistema marinho perdeu 35% de sua biodiversidade nestes mesmos 26 anos. O consumo de fertilizantes aumentou de 12 para 80 milhões de toneladas por ano no inter¬valo de 26 anos.
Desde 1950 em torno de 600 mil espécies têm desaparecido e cerca de 40 mil estão ame¬açadas. O aumento da extinção pode ser agra¬vado pelo desenfreado consumo humano, pela poluição dos recursos naturais.
De acordo com uma forte corrente de cien¬tistas, a Terra ingressou numa nova era – o “antropoceno” – caracterizada por mudanças glo¬bais no meio-ambiente como produto da ação humana. Devido ao seu sucesso como espécie, os seres humanos se transformaram em uma “força geológica” de certa importância.
Estamos começando a pagar um alto preço pela crueldade imposta às árvores, aos animais e pela deterioração das condições de sobrevivência e da qualidade de vida de todos os seres que aqui habitamos.
O bondoso lobo mau
Como frear essa destruição e iniciar a recons¬trução das condições originais do planeta? O ca¬pitalismo é capaz de interromper a barbárie por ele mesmo criada contra os recursos naturais da Terra? Por que o planeta continua esquentando se, com apenas 1% do Produto Interno Bru¬to mundial, é possível reduzir entre 30% e 40% as emissões de carbono na atmosfera? Elas são uma das principais causas para o aquecimento global.
O capitalismo não tem cura! Destrói a Terra e suas fontes de vida, mas se movimenta dando a aparência de que quer salvá-la. Esse movimento tem um nome bonito e charmoso. Perfumado por “teorias” ambientais, e protegido por gran¬des corporações empresariais, o ecocapitalismo é um contra-senso e uma fantasia.
Os românticos acreditavam numa Terra sa¬dia, apesar da exploração de classe (escravista, feudal, capitalista). [O movimento de susten¬tabilidade atual os segue.] Ingenuamente, para parte substancial da humanidade, o capitalis¬mo, que transformou os bens naturais em mercadoria, matará a sua própria filha: a poluição, em todos os seus ângulos.
O capitalismo se entrelaça no Paradoxo de Je¬vons, assim chamado depois de William Stanley Jevons ter publicado, em 1865, A questão do carvão. Segundo ele, a melhoria nos motores a vapor que diminuíam a utilização de carvão por unidade de output também serviu para aumentar a escala de produção, pois mais e maiores fábricas foram construídas. Portanto, o aumento da eficiência na utilização do carvão teve o efeito paradoxal de expandir o consumo total de carvão.
Dessa forma, o problema ambiental do pla¬neta não será superado nos marcos do capi¬talismo, com seu desenvolvimento das forças produtivas e com sua crescente evolução tecnológica. Bastaria o restante do mundo ter níveis de consumo semelhantes ao dos Estados Uni¬dos e o petróleo acabaria em 30 dias. Enquanto, por exemplo, os milhões de carros particulares não forem substituídos por centenas de ônibus, trens e metrôs de qualidade, a humanida¬de continuará sonhando em deter a inexorável destruição das condições de vida no planeta.
Amor à primeira vista
É preciso uma estra¬tégia de aliança entre os “vermelhos” e os “verdes” – o movimento operário e a ecologia – e de solida¬riedade com os oprimidos e explorados do Sul.
A utopia revolucioná¬ria de um socialismo ver¬de não significa que não se deva agir desde agora. Não ter ilusões sobre a possibilidade de “ecolo¬gizar” o capitalismo não quer dizer que não se possa empreender o combate em favor de refor¬mas imediatas. Por exemplo, algumas formas de ecotaxas podem ser úteis com a condição de que sejam aplicadas a partir de uma lógica social igualitária (fazer os poluidores pagarem, não os consumidores) – com a condição de que seja abandonado o mito do cálculo econômico pelo “preço de mercado” dos estragos ecológi¬cos: trata-se de variáveis incomensuráveis do ponto de vista monetário. Temos uma desespe¬rada necessidade de ganhar tempo e lutar ime¬diatamente pela proibição dos CFCs que destro¬em a camada de ozônio e pela limitação severa das emissões de gás responsáveis pelo “efeito estufa”, assim como privilegiar os transportes coletivos em relação ao carro individual poluen¬te e anti-social.
O combate em favor das reformas ecossociais pode ser portador de uma dinâmica de mudan¬ça, de “transição” entre as demandas mínimas e o programa máximo:
•A promoção de transportes coletivos – trem, metrô, ônibus, bonde – baratos ou gratui¬tos como alternativa aos engarrafamentos e à poluição provocados nas cidades e zonas rurais pelo carro individual e pelo sistema dos trans¬portes rodoviários;
•a luta contra o sistema da dívida e dos “ajustamentos” ultraliberais imposto pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países do Sul, com dramáticas conseqüências sociais e ecológicas: desemprego massivo, destruição da proteção social e das culturas alimentícias, assim como dos recursos naturais destinados à exportação;
•defesa da saúde pública contra a poluição do ar, da água (lençóis freáticos) ou da alimen¬tação pela avidez das grandes empresas capitalistas; e
•a redução do tempo de trabalho como res¬posta ao desemprego e como visão da sociedade que privilegia o tempo livre em relação à acu¬mulação de bens.
A deusa Amazônia em trabalho de parto
Quando um ecossistema morre, ele morre para proprietários de meios de produção e para os não proprietários (ricos e pobres), mas isso não significa que o mundo acabará uniforme¬mente para todos.
Aqui na Amazônia vemos de perto a destrui¬ção desses ecossistemas. Como meninos desar¬mados, sabemos o que fazer, mas não temos os meios. Identificamos na produção capitalista e no seu irracional consumo a fonte de toda a destruição. Alguns fenômenos são tenebrosos.
O gás carbônico está mudando o padrão de crescimento das árvores da Amazônia. Os cien¬tistas suspeitam de que a elevação da concen¬tração de gás carbônico esteja fertilizando as florestas e aumentando a competição pela luz, água e nutrientes no solo. Desta forma, as ár¬vores grandes e de crescimento rápido têm uma vantagem.
Há muito a relatar, aqui, sobre os fenômenos estranhos que vêm ocorrendo na Amazônia. As condições originais de sua pujante floresta e de seus majestosos rios estão sofrendo uma muta¬ção irreversível. Como uma criança atingida por gases mortais, a Amazônia se contorce em dor.
Meu futuro tem valor
Nossa luta será conter a destruição das formas de vida ainda existentes e dos recursos naturais. Precisamos de alianças amplas em torno dessa luta. O capitalismo não fará concessões. Os capitalistas sabem que quem sofrerá, com a escassez de recursos naturais, são os pobres do Sul, da África, da Ásia e do Oriente Médio. Os ricos encontrarão formas de se proteger. São os pobres os verdadeiramente atingidos pela estúpida destruição das condições de vida no planeta.
Nessas condições adversas precisamos in¬corporar a nosso cotidiano político as princi¬pais bandeiras do movimento ecológico, mes¬mo reconhecendo sua limitação nas condições do capitalismo. Será fundamental a contribui¬ção dos comunistas, ao interpor o componente socialista
na luta pela preservação do planeta. Assim como será decisiva a incorporação das bandeiras ecológicas ao imaginário marxista, não permitindo que o desenvolvimento das forças produtivas cause sofrimento e morte às formas de vida indefesas e aos recursos natu¬rais finitos.
O grande objetivo será acumular forças na luta ambiental e socialista, atraindo aliados para a grande tarefa de devolver o planeta a seus verdadeiros donos. Realizada essa tarefa, cuidaremos da Terra como um filho cuida de sua mãe. Nossa atenção estará voltada para as mais modernas tecnologias de utilização dos recursos naturais e, principalmente, para sua distribuição. O consumo será sustentável, na compreensão de que a Terra não é inesgotável, como uma mulher que, em determinada idade, cessa sua capacidade de reprodução.
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Moisés Diniz é deputado estadual pelo PCdoB/AC
Extraido do Vermelho.org
Assista abaixo ao Vídeo "A História das Coisas" e entenda o complexado paradigma dos seres-humanos...
sábado, 4 de junho de 2011
Bibliografia essencial de livros sobre o tema do Meio Ambiente
Coloco aqui uma bibliografia sobre educação ambiental: livros, artigos, textos, vídeos sobre o tema.
Como é um tema que estudo e me interesso há muitos anos, acabo encontrando por aí muitas coisas, o que gostaria de partilhar com vocês, que também sejam interessados no mesmo.
Alguns terão links, se eu souber onde encontrá-los na internet.
Outros serão somente a indicação do nome, autor, editora, etc.
Estão, neste início, em ordem alfabética.
Quando inserir um novo ítem, colocarei no final, para facilitar a busca de vocês – mas sem ordem…
Divirtam-se:
BERNA, Vilmar. Como fazer educação ambiental. São Paulo: Paulus, 2001. 142 p.
BOER, N. Educação ambiental na escola. Ciência & Ambiente, Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, p. 91-101, jan./jun. 1994.
BONA, L.E. Educação ambiental para conscientizar pequenos cidadãos. Ecos: revista quadrimestral de saneamento ambiental, Porto Alegre, Prefeitura de Porto Alegre, DMAE, v. 6, n. 15, p. 34-35, jul.1999.
BRANDÃO, Zaia (org.). A crise dos paradigmas e a educação. São Paulo: Cortez Editora, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Coordenação de Educação Ambiental. A implantação da Educação Ambiental no Brasil. Brasília,1998. 166 p.
BRÜGGER, Paula. Educação ou adestramento ambiental? Florianópolis: Letras Contemporâneas, 1999. 159 p.
CASCINO, Fábio; JACOBI, Pedro; OLIVEIRA, José Flávio. Educação, Meio Ambiente e Cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SEMA/CEAM, 1998. 122 p.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Qual educação ambiental? : elemento para um debate sobre educação ambiental e extensao rural. Revista da EMATER. Rio Grande do Sul. -Porto Alegre : EMATER/RS, Porto Alegre, 2001. v. 2, n.2. – p. 43-51.
CARVALHO. Isabel Cristina de Moura. A invenção ecológica: narrativas e trajetórias da educação ambiental no Brasil. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2001. 229 p. (Coleção Novos Estudos Rurais)
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Em direção ao mundo da vida: interdisciplinaridade e educação ambiental. Brasília: IPE, 1998.102p. (Cadernos de Educação Ambiental, 2)
CARVALHO, Vilson Sérgio de. Educação ambiental e desenvolvimento comunitário. Rio de Janeiro, RJ: WAK, 2002.
COIMBRA, José de Ávila Aguiar. O outro lado do meio ambiente. São Paulo: CETESB, 1985.
DIETZ, Lou Ann; TAMAIO, Irineu, . Aprenda fazendo : apoio aos processos de educação ambiental / Brasília : WWF Brasil, 2000.386 p.
DIAS, G. F. Atividades interdisciplinares em EA. São Paulo: Ed. Global, 1994.
DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 2. ed. São Paulo: Gaia, 1993. 400 p.
DIB-FERREIRA, Declev Reynier. As diversas visões do lixo. Dissertação de mestrado. UFF: Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental, 2005.
DIB-FERREIRA, Declev Reynier. A pedagogia de projetos e a educação ambiental na escola – uma experiência. In Ambiente & Educação. Revista de Educação Ambiental. Fundação Universidade do Rio Grande. Rio Grande, RS: Editora da Furg, v.7, 2002.
DI CIOMMO, Regina C. Ecofeminismo e Educação Ambiental. São Paulo: Cone Sul & UNIUBE, 1999. 264 p
ESTEVA PERALTA, Joaquim. Educación popular ambiental hacia una pedagogia de la apropiación del ambiente: la complejidad ambiental. México : 2001.
FERNANDES, V. A natureza como sala de aula. Folha do Meio Ambiente, Brasília, Forest Cultura Viva e Promoções Ltda, v. 9, n. 86, p. 910, set.2000
GRANADOS SANCHEZ, Diodoro. Destrucción del planeta y educación ambiental. México : Universidad Autonoma Chapingo, 1995. 200 p.
GROSSI, E.P. Educação ambiental: e construtivismo pós-piagetiano. Ciência & Ambiente, Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, p. 101- 108, jan./jun.1994.
GRÜN, Mauro. Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária. São Paulo: Papirus, 1996.
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GUIMARÃES, M. Educação Ambiental: no consenso, um embate? São Paulo: Papirus, 2000.
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GUTIÉRREZ, Francisco; PRADO, Cruz. Ecopedagogia e cidadania planetária. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 1999. 128 p.
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KRASILCHIK, M. Educação ambiental. Ciência & Ambiente. Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, p. 71-79, jan./jun. 1994.
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LOUREIRO, C., LAYRARGUES, P. P., CASTRO, R. S. C. (orgs.). Pensamento Complexo, dialética e educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2006.
LOUREIRO, Carlos Frederico, LAYRARGUES, Philippe Pomier & CASTRO, Ronaldo Souza de. (orgs.) et al. Sociedade e meio ambiente: educação ambiental em debate. São Paulo: Cortez, 2000. 183p. (veja o preço médio do livro*)
LOUREIRO, Carlos Frederico, LAYRARGUES, Philippe Pomier & CASTRO, Ronaldo Souza de. (orgs.) Educação Ambiental : repensando o espaço da cidadania. São Paulo, Cortez, 2002
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OLIVEIRA, E. M. Educação Ambiental; uma abordagem possível. Brasília: IBAMA, 1998, 154p. (Coleção Meio Ambiente, Série Estudos Educação Ambiental n.1)
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PEDRINI, AG. (org.) Educação Ambiental; Reflexões e Práticas Contemporâneas. Petrópolis, Vozes, 4 ed., 2001.
PEDRINI, AG. (org.) O Contrato Social da Ciência, unindo saberes em Educação Ambiental. Petrópolis, Vozes, 2002.
PELIZZOLO, M.L. A emergência do paradigma ecológico: reflexões ético-filosóficas para o século XXI. Petrópolis: Vozes, 1999. 160 p. (Coleção Educação Ambiental)
PENTEADO, H. Meio Ambiente e formação de professores. São Paulo: Cortez Editora, 1994. 120 p. (Questões da nossa época v.38)
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QUINTAS, José da Silva (org.) Pensando e praticando a educação na gestão do meio ambiente. Brasília: IBAMA, 2000. 161 p. (Coleção Ambiente. Série estudos Educação Ambiental)
REIGOTA, M. O que é educação ambiental? São Paulo:, Brasiliense, 1994. 62 p. (Coleção Primeiros Passos, n. 292)
REIGOTA, M. Meio ambiente e representações sociais. São Paulo: Cortez.
REIGOTA, Marcos A Floresta e a Escola – por uma educação ambiental pós-moderna. São Paulo: Cortez, 1999. 167 p.
RODRIGUES, Vera Regina (coord.). Muda o mundo Raimundo: Educação Ambiental no ensino básico do Brasil. Brasília: WWF/FNMA/MEC, 1986. 188p.
SANTOS, José Eduardo; SATO, Michèle. A contribuição da Educação Ambiental à esperança de Pandora. São Carlos: Rima, 2001. 595 p.
SANTOS, José Eduardo; SATO, Michele; PIRES, José Salatiel & MAROTI, Paulo Sérgio. Environmental Education in Practice. Gestión Ambiental, Vol. 6: 73-86, 2001. Valdivia: CEA Educiones (ISSN 0717-4918).
SÃO PAULO. Secretaria de Meio Ambiente. Conceitos para se fazer Educação Ambiental. São Paulo: COEA/SEMA, 1999, 112 p. (Cadernos de Educação Ambiental).
SATO, Michèle. Educação ambiental. São Carlos: EdUFSCar, 1996.
SATO, Michèle & SANTOS, José Eduardo. Agenda 21 em sinopse. São Carlos: EdUFSCar, 1999.
SATO, Michèle (Coord.) et al. Ensino de ciências e as questões ambientais. Cuiabá: NEAD, UFMT, 1999.
SATO, Michèle; TAMAIO, Irineu; MEDEIROS, Heitor. Reflexos das cores amazônicas no mosaico da educação ambiental. Brasília: WWF-Brasil, 2002.
SATO, Michèle. Debatendo os desafios da educação ambiental. In Revista Eletrônica de Mestrado em Educação Ambiental. Rio Grande: FURG, 2001, R14-R33p. http://www.sf.dfis.furg.br/mea/remea/index.htm
SATO, Michèle; MONTEIRO, Silas; ZAKREZSKI, Cláudio & ZAKREZSKI, Sônia. Ciências, filosofia e educação ambiental – links e deleites. In OLAM - Ciência e Tecnologia. Rio Claro: UNESP, ano I, 1(1): 133-159, 2001
SEGURA, Denise de Souza Baena. A Educação Ambiental na escola pública. São Paulo: Anablume, 2001.
SORRENTINO, M.; TRAJBER, R.; BRAGA, T. (Orgs.) Cadernos do III Fórum de EA. Porto Alegre: Editora Gaia, 1995. 245 p. (Coleção GaiaEcoar)]
TAMAIO, I.; SINICCO, S. Educador Ambiental: 6 anos de experiências e debates. Brasília: WWF, 2000. 52 p.
TAMAIO, Irineu ; CARREIRA, Denise (orgs.) Caminhos & aprendizagens Educação Ambiental, conservação e desenvolvimento. Brasília: WWF Brasil, 2000. 92 p.
TANNER, T. Educação Ambiental. São Paulo: Summus/EDUSP, 1978. 158 p.
TRAJBER, Rachel; MANZOCHI, Lucia Helena, . Avaliando a educação ambiental no Brasil : materiais impressos / São Paulo : Gaia, 1996.226 p
TRAJBER, R. (Org.); COSTA, L.B. da (Org.) Avaliando a Educação Ambiental no Brasil: materiais audiovisuais. São Paulo: Instituto Ecoar para Cidadania; Peiropolis, 2001. 156p.
TRISTÃO, Martha. Universidade, educação ambiental, qualidade de vida. In: PONTUSCHKA, N. (Org.). Um olhar sobre o Campus – São Paulo perspectiva socioambiental. São Paulo: Faculdade de Educação/ USP, 1999.
VIANA, Aurélio et alli. Educação ambiental: uma abordagem pedagógica dos temas da atualidade. São Paulo: Cedi, 1992.
ZEPPONE, Rosimeire M.O. Educação Ambiental: teorias e práticas escolares. Araraquara: JM Ed., 1999. 150 p.
Carta do Chefe Seatle
Carta do Cacique americano ao Presidente dos Estados Unidos da América
Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena
Seatle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao
presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu conteúdo merece
uma reflexão atenta pois é uma lição que deve ser cultivada por todos, por
esta e pelas futuras gerações.
Decorridos quase dois séculos da carta do cacique indígena Seatle ao
Presidente do Estados Unidos, suas lições permanecem atuais e proféticas,
para todos aqueles que sabem enxergar no fundo do conteúdo de sua
mensagem.
A carta do cacique Seatle é uma lição inesgotável de amor à natureza e à
vida, que permanece na consciência de milhões de pessoas em todas as
partes do mundo. É o hino de todos aqueles que amam a natureza e tudo o
que nela vive. A cada leitura, renovamos os ensinamentos que ali estão.
Serve para ler e reler e passar adiante para que todos a conheçam.
No Brasil, existiam em torno de 4 milhões de indígenas, quando os
colonizadores chegaram. Hoje, restam pouquíssimas tribos indígenas!!!
Embora o indígena tenha contribuído de forma essencial para a miscigenação da raça brasileira,é certo que foram sendo expulsos de suas terras pelos exploradores e eliminados por doenças contraídas através do convívio com os brancos.
Atualmente, continuam sofrendo a invasão de suas terras por madeireiros, fazendeiros e garimpeiros, seus principais algozes.É fundamental que seja preservada a riqueza de sua cultura, suas danças,ritos, conhecimentos sobre as plantas e animais e as formas de viver em harmonia com a natureza.
Os indígenas possuem uma sabedoria milenar que precisamos aprender a ouvir.
A história dos indígenas em cada país onde existiam, antes do homem branco, é diferente nas suas particularidades, mas no seu conteúdo são iguais. Nos Estados Unidos ou no Brasil, os problemas enfrentados pelos indígenas foram os mesmos.
Daí esse sentimento de solidariedade e cooperação que existe entre os diferentes povos indígenas e essa sabedoria milenar da qual todos nós temos muito que aprender.
CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à
Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é possível.
Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da
floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra?
Essa idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também.
E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa (...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao
redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa (...).
Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Dia do Meio Ambiente
No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.
A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.
A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.
Veja mais no link abaixo.
Episódios Imaturos
Oposição a Mãe Natureza
Parece que grande parte da população brasileira está ausente dos danos que já estão sofrendo por causa do aquecimento global...
E não é só isso. Existem "pessoas influentes" que em vez de mudar todas situações contrárias e auxiliar todos os procedimentos possíveis à favor da "Mãe Natureza", acabam se opondo a ela...
Ou pior, a própria "vida"...
Vejam os episódios imaturos que políticos promovem em relação a esta questão:
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